Armas químicas e poemas de amor

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Naquela tarde, só queria que me olhasse
Mas nem eu tive coragem de olhar
Se você conseguia perceber alguma coisa
Queria, então, apenas um beijo
Holocausto em mim
É difícil te esquecer
Por mais que eu tente, as lembranças permanecem aqui
Como cortes em carne viva
Como bomba atômica em constante explosão
Isso tudo dentro de mim, e por causa de você
Parece que estou em uma guerra constante
E tudo isso não cabe mais em mim
Arma química consumindo meu ser
Consumindo o tempo e não vivendo
É tudo em mim, ah cadê você?
Destruindo meu viver
Dando fim ao início de todo esse tormento
Atormentando-me no inicio de meu fim.


Poema feito em mais uma noite construtiva de MSN, por quatro (ou oito) mãos nervosamente tocadas por algo oco. Por Inês Guimarães, Leônidas Vidal, Patrícia Telles e a participação oca e especial de Ludmillie de Castro.



2 comentários:

Amor disse...

Ai.... o amor!!!!!!!
sentimento complicado...
vivemos hoje a procurar algo que destrua essas armas químicas que prejudicam nosso amor! Enquanto isso, não podemos deixar a vida passar. Precisamos aproveitar cada momento, cada olhar, cada dia, cada cada...
Parabéns ocos!!!

Germano V. Xavier disse...

É interessante a experiência de multimãos na escrita.

Quando sai com sentido, não presta.
Bom é ver que o texto dá trabalho ao leitor, porque é polifônico e faz de cada um um um mesmo.

Sempre...

A poesia é imortal!