Enriqueça sua cultura geral

quarta-feira, 26 de março de 2008


E agora algo completamente diferente:

• Nenhum habitante do Egito Antigo chamava sua terra de Egito Antigo

• Um samurai é muito diferente de um samovar

• Édipo foi o vencedor das Para-Olimpíadas de Tebas em 429 A.C.

• A gigantesca lagosta azul da Nova Zelândia nasceu em Carapicuíba, São Paulo

• Durante a Inquisição Espanhola, os fósforos custavam uma fortuna

• Ingmar Bergman e Ingrid Bergman não eram a mesma pessoa. Peter O’Toole e Vanessa Redgrave são

• Os primeiros aviões de Santos Dumont chamavam Demoiselle, Pinta e Nina

• Vincent Van Gogh não ouvia nada que Marcel Marceau falava

• Ao contrário de Oscar Niemeyer, Ramsés II só virou múmia depois de morto

Edson Aran (cronista do Blônicas)

Contabilidade da sua vida

domingo, 16 de março de 2008




Comercial da National Geographic sobre o que você faz da vida,será que é perda de tempo tudo isso que fazemos?

3 anos sentados no vaso sanitário?
12 anos na frente da TV?
E o pior, 19 dias procurando o controle remoto?

Você realmente já pensou nisso?

Se tem algo que faltou no vídeo, comente aqui.

Identidade...

terça-feira, 11 de março de 2008


"Confiante na ilusória promessa de sua vida, o americano não se preocupa com o seu presente, não vive plenamente a sua vida presente e esta se esvai sem ser propriamente vivida por ele.(...) No fim de sua vida, pensa Ortega, o homem americano se vê confrontado com a dolorosa experiência de que a vida tenha passado sem tê-la vivido, sem advertir sequer seu passo concreto. Não se trata, contudo, de simples tomada de consciência de uma sensação de fracasso, pois para assistirmos ao seu fracasso é necessário que a estejamos vivendo. Conclui Ortega que "o crioulo não vive a sua verdadeira vida, mas que ela tem passado sem que ele se dê conta, vivendo a outra, a vida prometida. Por isso, quando chega à velhice e olha para trás, não encontra a sua vida, porque não passou por ele, aquela que não viveu, e encontra somente um rastro dolorido e romântico de uma existência que não viveu. Encontra, pois, o vazio, o OCO de sua própria vida³".
Comentando a reflexão de Ortega y Gasset¹, assim analisa Raul Fornet-Betancourt²
¹ José ORTEGA Y GASSET. “La Pampa... promessas”. In: Obras Completas, citado por Raul FORNET-BETANCOURT, Problemas Atuais da filosofia na Hispano-america, São Leopoldo, Editora Unisinos, 1993.

² Raul Fornet-Betencourt. Problemas Atuais da filosofia na Hispano-america, São Leopoldo, Editora Unisinos, 1993.

³ Desdobrando as reflexões de Ortega, Betancourt afirmará em 1993 que tanto a verdade da América, como o modo de ser americano, consistem em sua própria mentira. A rigor, o ser e a verdade da América aparecem como problemas, porque não são o que aparentam ou o que pretendem ser. Seu ser é o não-ser e, sua verdade, a mentira. (...) O ser da América é o não ser de sua utopia, e sua verdade, a mentira de seu sentido inventado.

A evolução? De quem mesmo?

quarta-feira, 5 de março de 2008

Esse aí não é oco não! Tá cheio, mas de m....
Mídiaaaaaaaaaaaaaa

Quando se perde a sombra

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008



A humanidade saiu da cama em que estava com sua parceira(o). Pulou do estado explosivo e ofegante do prazer para o pós-orgia. Agora toda superprodução está a nossos pés, mas não sabemos o que fazer. E continuamos produzindo, ou melhor, reproduzindo.
Os terráqueos se tornaram máquinas reprodutoras. Reproduze-se política, sexo, forças produtivas, forças destrutivas, mulheres, crianças, inconscientes, arte. Vive-se na reprodução indefinida de ideais, de fantasmas, de imagens, de sonhos que há tempos ficaram para trás. Caminhamos no vácuo, porque parece, que até aqui, esgotaram-se todas as possibilidades de liberação. Já não há vanguarda artística, sexual nem política com uma possibilidade de crítica radical.

Quer um exemplo prático? Antes da presidência, Lula representava a esperança revolucionaria desta nação. Prefiro não comentar o resultado. Mas e agora? Quem após o fim de seu mandato representa algo, no mínimo, exótico para este país?


Coisas continuam a funcionar ao passo que a idéia delas já desapareceu há muito. E o paradoxo é que elas funcionam melhor ainda. A produção mundial de automóveis, por exemplo. Hoje, não se produz carros para o seu destino – pessoas. A industrialização de veículos está destinada à venda. Não importa se o produto vai ser vendido ou não. O importante é reproduzir. Outro exemplo é o sexo. Alguém aí acredita que a essência do sexo ainda está viva? Eu almejo que sim. Os seres tecnológicos, as máquinas, os clones, as próteses, todos eles estão transformando os seres humanos em protozoários. A evolução(?) sucumbiu o conceito de sexo, de transa, de prazer, de desejo. Todas as tentativas atuais, entre as quais a pesquisa biológica de vanguarda, tende para o aperfeiçoamento do ser assexuado imortal em detrimento do sexuado mortal. Na época da liberação sexual, a palavra de ordem foi “o máximo de sexualidade com o mínimo de reprodução”. Atualmente, o sonho de uma sociedade clônica seria o inverso: o máximo de reprodução com o mínimo possível de sexo. E a AIDS parece ser uma das grandes ferramentas de manutenção desse novo sistema, instaurando a confusão elementar da epidemia.


O sexo não está mais no sexo, mas em toda parte. Assim como o político, que já não está no político, mas infectando todos os domínios. Cada área por assim dizer expande-se no seu mais alto nível e se generaliza, perde sua idéia, sua sombra. Quando tudo é político, nada mais é político, e a palavra já não tem sentido. Quando tudo é sexual, nada mais é sexual, e o sexo perde toda a determinação. Quando tudo é estético, nada mais é belo nem feio, e a própria arte desaparece.


Cecílio Bastos (ou Ricardo)

A máfia do “Guaraná”

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


“Vivemos esperando, dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás!... Vivemos esperando, o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo!...”. Foi ao som de Josta Quest, viajando em uma tarde de sexta-feira, que eu e minha família fomos abordadas: “Parem! Passem tudo o que vocês têm, dinheiro e jóias. Bora, bora! Passem a grana, senão...”. Aí muitos pensam: foi um assalto! É, amigos ocos, foi uma tentativa de assalto! Só que as palavras não foram essas que citei logo acima.
Então, vamos lá. Dois policiais militares, um aceno com a mão e lá estávamos nós parados na estrada. Foram poucas as palavras, suficientes para nos deixar perplexos. “De onde estão vindo? Estão indo pra que cidade?” Crentes de que era apenas isso, já nos preparávamos pra seguir viagem, quando um dos policiais falou seriamente: “Me dê aí o do guaraná pra gente não perder muito tempo”! Aí me lembrei de quando fui para Salvador, de quando fui para o Recife. Não escapei em nenhuma dessas. Mas sempre me surpreendo... Sempre há algo de novo. Uns são mais contidos, outros mais descarados. Alguns até preferem acreditar que isso faz parte de seu “trabalho”, talvez pra se livrar da auto-condenação.
De quem é a culpa de tudo isso? Quem comete o crime? Será que é quem pede?! Ou quem paga?! O cidadão tem o dever de cumprir a lei e o policial de fazê-la cumprir. Mas a procura de facilidades, vinda da própria natureza humana, é que banca todo esse esquema de corrupção. É, somos nós cidadãos, com nossa descrença de dias melhores, que alimentamos esse tipo de crime. É uma conivência velada. Uma reciprocidade. “Me ajeite, que eu lhe ajeito”. É assim que funciona. Uns podem até dizer: “Ah, isso acontece por conta do péssimo salário que recebem”. Se fosse assim, todo assalariado seria ladrão! Na verdade, a corrupção é questão de ética social, que deveria ser prezada diante das mais diversas imposições sofridas.
Patricia Telles

Fidel renuncia. E agora, Cuba?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008




Foram 49 anos no poder. Inabalável por todo esse tempo, não lhe faltou ousadia para enfrentar sozinho e de peito aberto o capitalismo e a maior potência mundial. Tacharam-lhe de ditador. E talvez o tenha sido se analisarmos cuidadosamente a trajetória de Fidel Castro diante de Cuba desde a Revolução Comunista de 1959. O mundo o repreendeu e, liderado pelas forças americanas, fechou-se ao redor de Cuba.

19 de fevereiro de 2008. Em carta publicada no Granma, jornal do Partido Comunista Cubano, Fidel anuncia que não voltará a assumir a presidência, pondo fim a uma era alternada entre atentados, crises econômicas e surpreendentes níveis de saúde e educação. 81 anos, vencido pelo que denomina como um de seus maiores inimigos, Fidel já havia transferido os poderes presidenciais a seu irmão Raúl Castro desde julho de 2006.

A pergunta que não quer calar: Cuba continuará nos padrões Fidel? Não tardou para surgirem propostas de democratização. Em primeiro plano, cheio de boas intenções com o sofrido povo cubano, o todo-poderoso George W. Bush anunciou que os Estados Unidos ajudarão a transformar o sistema político da ilha, talvez como fizera com o Afeganistão. Não muito atrás, países da União Européia declararam apoio às reformas, “tratando de dar tranqüilidade ao povo cubano”, como pronunciou o governo espanhol.

E agora, Cuba?



Inês Guimarães (de novo, rsrsrsr)

Ó Lula indo




As viagens do carismático presidente oco da República Federativa do Brasil não de hoje geram comentários e já viraram até livro. Apenas como dado curioso, somente nos três anos iniciais de sua primeira administração, ele realizou simplesmente 85 viagens. Para quem acha um número pequeno em relação à quantidade de dias, foi o quase o dobro das idas e vindas de FHC no período entre 1994 e 1998. E ainda o satirizávamos chamando-o de “Viajando Henrique Cardoso”. Inteligentemente, os repórteres Eduardo Scolese, da Folha de São Paulo, e Leonencio Nossa, de O Estado de São Paulo, aproveitaram que tinham como função cobrir o Palácio do Planalto, acompanharam o digníssimo em suas excursões e traduziram a experiência no livro Viagens com o Presidente.

Mas não é para fazer propaganda do livro que me manifestei. Recentemente vi estampado nos principais jornais, ou como manchete dos noticiários televisivos, a presença do excelentíssimo na Antártida. Tal notícia deixou-me inicialmente intrigada. Não que o continente gelado não mereça a presença do presidente, até porque lá existe uma base brasileira. Intrigou-me o motivo de ele estar lá, com a figurante mais famosa do país ao lado, figurando como sempre e envolta em caríssimas roupas térmicas. Na verdade não foi o motivo, foi a falta de. Desses jornais aos quais tive acesso, nenhum conseguiu esclarecer o que realmente ele foi fazer lá. Encantou-se com a vastidão de gelo, falou algumas frases de efeito do tipo “já me considero antártico”, comeu salada de bacalhau crocante e medalhão ao alho guarnecido com legumes salteados no azeite e arroz com brócolis, prometeu (como bom político não poderia deixar de fazer) mais investimentos na Comandante Ferraz e depois de cerca de duas horas voltou temendo o mau tempo, sem se esquecer de pedir no passaporte o carimbo desenho do pingüim.

Enquanto isso o Brasil fervia em denúncias de corrupção, na possível CPI do cartão corporativo, nas discussões do projeto de transposição, em violência, insegurança, gastos excessivos no Congresso... e lá vai o Lula de novo.


Inês Guimarães