MUNDO "OCO”

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008




O MUNDO NUNCA TEVE TÃO OCO E LOUCO.
TEM EXCESSO DE TECNOLOGIA E MUITA FANTASIA.
TEM ESTÉTICA, EM DETRIMENTO DA ÉTICA.
VIVE-SE O LUXO, EM PREJUÍZO DO "BUCHO".
VIVE-SE O FÚTIL, CULTUA-SE O INÚTIL.
NOS DISCURSOS É O MÁXIMO,
O HIPER O ULTRA-EGO, O SUPEREGO.
UM TÉDIO.
TEM CIÊNCIA E POUCA CONSCIÊNCIA.
UMA ENXURRADA DE PALAVRAS SEM NEXO,
"DE RIMA EM EXCESSO",
EITA MUNDO COMPLEXO.
UM MUNDO DE APARÊNCIA E FANTASIA
...ARGH... QUE AZIA.
UM MUNDO DE MODELOS E MODELITOS,
DE PADRÃO E OUTROS "ÃOS"...
SINCERAMENTE, SEM TESÃO.
UM MUNDINHO DO TER E NÃO DO SER.
TÔ PASSANDO MAL... MELHOR ESQUECER!
NÃO É MAIS O CÔNCAVO E CONVEXO,
É O PERVERSO.
É O MUNDO DA MÚSICA VAZIA,
TOLA E TOSCA,
DO MODISMO SEM GRAÇA,
DA PERFORMANCE PATÉTICA
DA "ESTRELA CAQUÉTICA".
É O MUNDO DO ABSURDO INSANO,
QUE SUBESTIMA A INTELIGÊNCIA
E PÕE NO TRONO O TIRANO.
DO HUMOR IRÔNICO, "IRADO", MANJADO.
É A ERA DO MEDÍOCRE, INCOERENTE,
DO DESCRENTE,
DO IMPOTENTE E DO

ESPETACULARMENTE "OCO”.


Comentário de J.MENEZES (sobre o texto do blog Um outro oco Brasil, de Inês Guimarães) que virou texto oco ou vice-versa, ou um texto oco que proporcionará mais comentários e mais textos e mais "oquices" , dando origem a um ciclo sem fim.

3 comentários:

Cecílio Bastos disse...

E onde fica a liberdade nisso tudo? Não fica! Ela é nula. Não há escolha, não há decisão final. Toda a decisão em matéria de rede, de tela, de informação, de comunicação, é serial, parcial, fragmentária, fractal. De certa forma é o fim da antropologia. Você já não é sujeito, nem objeto, nem livre, nem alienado, nem isto nem aquilo: você é o mesmo, na magia de suas comutações. Passou-se do inferno dos outros para o êxtase do mesmo; do purgatório da alteridade para os paraísos artificiais da identidade.

Anônimo disse...

vocês já perceberam, ocos de plantão, que a coisa mais velha do mundo é a liberdade. o interessante é que todo mundo sabe que ela existe, mas ninguém consegue pegá-la, adquirí-la, usufruí-la...
é difícil alguém, em sã consciência, se dar conta da presença da liberdade. quando paramos para pensar nisto, ela já se foi...
é mais momentânea do que (tentem pegar) este momento que se foi... o cara da lan house acaba de dizer que minhas meia hora de acesso já se foram. no relógio dele são nove e trinta e dois...
bem, o resto, fica pra depois...
é sempre assim mesmo...

lobo-branco disse...

A liberdade aspirada, a ser conquistada, remete o 'sapiens' a uma 'câmara-escura', aquela que se projeta no âmbito da física, onde a imagem aparece invertida lá na outra ponta... Para que você se sinta livre, apenas desdobre-se. Seja o que não é, mude suas escolhas e enfie grana no bolso. Se o pensar tornou-se obsoleto, melhor salpicá-lo com as abrangências culturais pitorescas do futuro e as construções que albergam robôs-sapiens, ávidos pela conquista do espaço no território das empresas e magnas instituições, atuando como um cão que urina o maior número de postes. Assim, você escreverá seu nome em amarelo, e poderá passar férias noutro lugar...